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Blog Entryphilip k. dickMar 14, '06 6:04 PM
for everyone

(achei esse texto na net, só estou postando aqui pra poder ler depois)

Drogas, Alucinações e a Busca pela Realidade

Philip K. K Dick (1964)

(Publicado originalmente em Lighthouse nº 11, novembro de 1964.
Republicado em Lawrence Sutin, ed.
The Shifting Realities of Philip K. Dick.
Tradução: Lúcio Manfredi.)

Um distante e inocente dia, em minha juventude anterior à loucura, eu deparei com um relatório em um indistinto manual de psiquiatria que, da mesma forma que quando Kant leu Hume, despertou-me para sempre de meu sono paradisíaco. "O psicótico não apenas acha que vê quatro bivalves azuis com asas moles voando pela sala; ele realmente as vê. Uma alucinação não é, estritamente falando, fabricada no cérebro; ela é recebida pelo cérebro, como qualquer dado sensorial «real» e o paciente age em resposta a essa para-ele-real percepção da realidade de um modo tão lógico quanto nós agimos com os dados de nossos sentidos. De qualquer modo, supor que ele apenas «acha que vê» é entender de modo totalmente errôneo a experiência da psicose."

Bem, eu pensei nisso através desses anos sombrios, enquanto a indústria da droga, psiquiatras e algumas pessoas vazias de reputação duvidosa faziam muito para validar - e além disso explorar - esse tópico, de modo que agora nós estamos diante de um estabelecimento psiquiátrico minimamente relacionado com os bons e simples dias de antes (por volta de 1900), quando os pacientes mentais caíam em uma de duas categorias rígidas: os insanos, o que significa simplesmente que eles eram muito doentes para viver em sociedade, para lavar e encerar seus carros, pagar seus impostos, beber um martini e ainda manter uma conversa agradável, e conseqüentemente tinham que ser internados... e os neuróticos, os quais incluíam todos os que eram sábios o bastante para recorrer à ajuda psiquiátrica, seja devido a queixas simplesmente «histéricas», tais como sentir uma compulsão para desamarrar os sapatos de todo mundo ou contar o número de garotinhos de triciclos passando diante de suas casas ou escritórios, seja devido a desordens «neuróticas»que se resumiam em uma ansiedade desproporcional à «situação real», particularmente fobias especializadas como o mórbido e incompreensível pânico de que um foguete espacial descontrolado que deveria aterrisar no Atlântico possa, em vez disso, atingir seu ponto morto no pátio um domingo à tarde, enquanto a pessoa em questão está montando a churrasqueira para fritar uns hambúrgueres. Nenhuma relação real foi encontrada entre os "insanos" que estavam - ou deveriam estar - nas instituições e as pessoas "neuróticas" ou "histéricas" que vinham uma vez por semana para uma hora de livre-associação; de fato, a crença de que a doença do insano (ou, como diríamos agora, o psicótico) tem sua origem numa causa física, em vez de psicogênica, enquanto o neurótico sente medos não naturais por causa de eventos traumáticos em sua primeira infância foi estabelecida com a descoberta inicial de Freud, criando uma base para o diagnóstico sobre a qual o médico poderia decidir em qual grupo o doente cairia. Se ele se mostrasse psicótico, então a psicologia profunda, a psicanálise, não era para ele - se fosse um neurótico, tudo o que precisaria era trazer à luz do dia o material sexual há muito esquecido e reprimido no subconsciente... e então as fobias e compulsões desapareceriam.

Parecia uma boa coisa, até Jung vir e provar:

1. Que psicóticos hospitalizados respondiam à psicoterapia tão rápido quanto os neuróticos; desde que a linguagem particular dos psicóticos fosse compreendida, a comunicação se estabelecia. E

2. Muitos neuróticos ambulatórios, que possuíam empregos, tinham constituído família e escovavam os dentes regularmente não eram o que ele designou como "neuróticos introvertidos", mas verdadeiramente psicóticos - especificamente esquizofrênicos - no estágio inicial de um longo período de doença. E eles não respondiam tão bem à psicanálise quanto todos os outros.

Isso quer dizer alguma coisa. (A) Talvez toda doença mental, não importa quão grave, possa ser psicogênica na origem. (B) Uma neurose poderia não ser absolutamente uma doença ou um sintoma de doença, mas uma construção do cérebro para alcançar a estase e evitar um colapso mais sério; assim, poderia ser arriscado remendar a neurose de alguém porque sob ela poderia jazer uma psicose plenamente desenvolvida - a qual poderia emergir no momento em que o feliz psiquiatra senta-se e diz: "Viu? Você não precisa mais ter medo dos ônibus." Com o que o paciente descobre que agora ele tem medo de tudo, inclusive da própria vida. E pode não conseguir mais viver daí para a frente.

Assim, afasta-se todo o grande esquema de coisas, o subconsciente, os traumas sexuais reprimidos na infância - como um mapa medieval da terra plana, ele não se referia a nada e talvez fosse até prejudicial para o que nós hoje designamos como "psicóticos limítrofes", o que é uma maneira de dizer "esses que não poderiam viver em sociedade mas vivem - eu acho". Quão nebuloso um assunto pode se tornar? Uma a uma, todas as teorias vieram abaixo; havia psicóticos "racionais", os quais à nossa cômica maneira chamamos de "paranóicos", e eles eram racionais - mas não o bastante. Porque agora nós estamos no que eu considero o ponto crucial: a presença no psicótico não só de ilusões ("Eles estão conspirando contra mim", etc.) mas tambem de alucinações, que os neuróticos não têm. Então, talvez dessa perspectiva nós tenhamos uma base diagnóstica, se não para a natureza da doença, pelo menos para sua gravidade. Mas aqui surge um item enervante. Existe algo como uma alucinação negativa - em vez de ver o que não está lá, o paciente não consegue ver o que está. (Jung deu, creio, o mais extraordinário exemplo disso: um paciente que via as pessoas sem cabeça - ele só as via até o pescoço, mais nada.) Mas o que é mais assustador é que esse paciente não era psicótico; com certeza, ele era apenas histérico - como qualquer hipnotizador principiante poderia atestar, uma vez que esse tipo de percepção defeituosa pode ser induzido em diversas pessoas sadias... bem como um bom número de outras, inclusive aquela que, quando ocorre sem a influência do hipnotizador, é considerada o sine qua non da psicose, a alucinação positiva.

Agora nós estamos chegando a algum lugar, e é um lugar assustador. Porque nós entramos na paisagem retratada por Richard Condon em seu aterrorizante romance The Mandchurian Candidate. Não só ilusões e alucinações podem ser induzidas em virtualmente qualquer pessoa como o horror adicional da "sugestão pós-hipnótica" continua nela por um bom tempo... e tudo isso pode ser claramente posto a serviço de objetivos políticos pelo Instituto Pavlov. Eu não acho que esteja devaneando aqui porque, lembrem-se: Freud esteve originalmente envolvido em uma forma de psicoterapia que utilizava a hipnose como principal ferramenta. Em outras palavras, toda a moderna psicologia profunda - a qual postula alguma região da mente fora do alcance do eu consciente da pessoa e que pode, em mais de uma ocasião, suplantar o eu - desenvolveu-se a partir da observação de indivíduos agindo com plenas convicções, percepções e motivações implantadas por "sugestão" durante o estado hipnótico. Sugestão? Quão fraca é uma palavra, como ela transmite pouco em comparação com a própria experiência. (Eu passei por isso e foi, sem dúvida, a coisa mais extraordinária que já me aconteceu.) O que o corpo de "sugestões" acrescenta ao sujeito hipnotizado é nada menos que uma nova visão do mundo, superposta à visão habitual do sujeito; não existe limite para a extensão dessa nova visão induzida ou da gestalt de percepções e idéias organizadoras no interior do processo mental do cérebro - não há limite para sua extensão, duração ou seu afastamento do que curiosamente chamamos de "realidade". E - isso é simplesmente impossível do ponto de vista lógico, mas acontece - o sujeito pode ser fisicamente alterado, em relação ao que está apto ou não a fazer; ele pode ficar rigidamente deitado entre duas cadeiras e permanecer assim, de modo que até sua parte somática é nova... algumas vezes a ponto de contradizer o que nós sabemos ser anatomicamente possível com relação ao sistema circulatório, etc. (e. g., mantendo seu braço estendido por um tempo considerável); o limite de tempo é imposto por fatores puramente fisiológicos, e simplesmente não há uma explicação psicogênica para esse fenômeno, a menos que queiramos postular a ioga ou a psiônica ou - vamos encarar - poderes mágicos. Mas de quem são esses poderes? Do paciente? Do hipnotizador? De qualquer forma, isso não faz sentido, a menos que restauremos as noções do século dezessete sobre feiticeiros e vítimas de feitiçaria... e onde é que isso nos leva? Eu duvido que até mesmo John W. Campbell Jr. ia querer se aventurar nessa trilha.

Contudo, talvez nós possamos construir algo compreensível a partir disso se lembrarmos que estão começando a surgir comprovações a favor de percepções - e habilidades - extrasensoriais. Existe uma relação; já em 1900, o próprio Freud notou uma evidência palpável, durante a livre-associação de seus pacientes, de habilidade telepática. (Eu realmente odiei ter aprendido isso, depois de ter zombado da PES durante anos; mas somente a documentação de Freud - e ele era um observador incrivelmente cuidadoso - tende a fortalecer a questão da PES.) E recentemente, em publicações psiquiátricas absolutamente respeitáveis, psiquiatras treinados nos informaram de que percepções telepáticas ocorrem em seus pacientes com freqüência suficiente para estar fora de questão. Ehrenwald, publicado por W. W. Norton, o que é digno de respeito, com um prefácio de Gardner Murphy, chega a construir uma teoria completa da doença mental baseada em observações de primeira mão de numerosos pacientes perturbados que experimentaram vínculos telepáticos involuntários; os paranóicos, por exemplo, recebem como informações sensoriais os reprimidos, marginais e não-ditos pensamentos e sentimentos hostis dos que estão ao redor dele; ele afirma que, vez após vez, enquanto passava pelas alas do hospital, pacientes paranóicos citaram-lhe palavra por palavra pensamentos hostis que ele estava entretendo sobre eles - e, é claro, ocultando tais pensamentos, como nós todos fazemos, de modo a manter nossas relações interpessoais funcionando. Então, agora, do meu jeito prolixo e indireto, eu dei minha Grande Tacada. Tomando as alegações de Ehrenwald por seu valor aparente (isto é, aceitando que elas são verdadeiras e usando-as como postulado), deparamos com a clara e evidente possibilidade de que, ao menos no caso dos paranóicos - ou, de qualquer forma, de alguns paranóicos - as "ilusões" não são de modo algum ilusões mas, pelo contrário, percepções acuradas  de uma área da realidade que o resto de nós não consegue (louvado seja o Senhor) alcançar. Pois bem, agora vamos voltar e examinar toda a questão da doença mental, alucinações tanto negativas quanto positivas, a experiência hipnótica, distorções sensoriais pseudo-esquizofrênicas provocadas por substâncias químicas como o LSD e toxinas orgânicas tais como as encontradas em alguns cogumelos, etc. e, para ter certeza absoluta de que estou fazendo a mim mesmo de tolo, vou acrescentar o misticismo, os eventos místicos denominados "conversões", tais como a que aconteceu com São Paulo. Prontos? Okay.

Uma pessoa pode ser psicótica sem alucinar? Pode. Os paranóicos têm apenas "idéias ilusórias"; eles vêem a mesma realidade que nós, mas a interpretam de modo diferente, dentro de seu sistema.

Uma pessoa pode alucinar sem ser psicótica? Pode, por exemplo durante o estado hipnótico, sob drogas, quando está com febre alta, intoxicado - por muitas razões.

Qual é a relação entre alucinação e visão do mundo? O conceito adotado pela psicologia alemã (mais especificamente a suíça) é de que cada indivíduo tem uma maneira estruturada, idiossincrática e em alguns casos única de representar ou experimentar - ou o que quer que se faça com - a realidade. Agora é universalmente aceito que a realidade "em si", como Kant coloca, é realmente desconhecida para qualquer organismo senciente; as categorias de organização, tempo e espaço são mecanismos pelos quais os sistemas perceptivos dos seres vivos, inclusive as partes do cérebro que recebem os dados sensoriais crus, requerem a imposição de uma estrutura subjetiva de modo a transformar o que seria de outra forma caótico em um ambiente relativamente constante, com aspectos consistentes o bastante para que o organismo possa imaginar, com base na memória (o passado) e observação (o presente), o que o futuro provavelmente vai ser. Continuidade é essencial; deve-se estar apto a reconhecer uma boa porção do mundo externo de modo a agir (e é claro, é por isso que o problema do nome é real e não uma ficção da imaginação medieval; o logos, a palavra, transforma o caos em objetos diversos e separados).

Uma boa parte dessa organização é feita no interior do próprio sistema perceptivo, isto é, por aquelas porções do aparelho neurológico que estão abaixo da consciência, de modo que, quando o "eu" recebe os dados sensoriais, eles já foram, por assim dizer, automaticamente estruturados em uma visão do mundo particular. Conseqüentemente, o material que se apresenta ao eu (ou ego ou seja lá o que for) origina-se em boa parte de seu próprio ser, a um ou outro nível. À luz disso, a idéia da alucinação toma um aspecto muito diferente; alucinações, quer sejam induzidas por psicose, hipnose, drogas, toxinas, etc., podem ser diferenciadas do que nós vemos de modo meramente quantitativo, e não qualitativo. Em outras palavras, uma parte excessiva emana do aparelho neurológico do organismo, acima e além da necessidade estrutural e organizativa. O sistema perceptivo é, num certo sentido, hiper-perceptivo, a parte do cérebro que se apresenta ao eu é excessiva. Os processos cognitivos, então, em particular o julgamento e a reflexão no lóbulo frontal, não conseguem acompanhar o que está sendo dado e, por isso - para a pessoa - o mundo começa a se tornar misterior. Entidades e aspectos sem nome começam a aparecer e, desde que a pessoa não sabe o que são - isto é, como eles se denominam ou o que significam -, ela não pode comunicá-los a outras pessoas. Esse colapso da comunicação verbal é o indício seguro de que, em algum lugar ao longo da linha, a pessoa está experimento a realidade de um modo alterado demais para manter sua visão do mundo anterior e radical demais para estabelecer vínculos empáticos com outras pessoas.

Mas a questão principal, de onde, em que estágio, esses desconcertantes aspectos, exageros ou aberrações em relação à visão comumente compartilhada começam, não é respondida por nada disso. Hoje temos consciência de que uma boa parte do que denominamos "realidade externa" consiste em uma estrutura subjetiva do próprio sistema perceptivo, e de que provavelmente existem tantas visões de mundo diferentes quanto indivíduos... mas como se insinuam essas "alucinações" indesejáveis, até assustadoras e certamente incomuns? Até os últimos três ou quatro anos era geralmente admitido que essas invasões na continuidade ordinária da experiência do mundo sem dúvida originavam-se da pessoa, em algum nível da estrutura neurológica, mas agora, pela primeira vez, na verdade, o corpo de evidências começou a se inclinar em outra direção. Ouve-se termos inteiramente novos, tais como "consciência expandida", indicando que a pesquisa, especialmente com drogas alucinatórias, aponta para a probabilidade de que, gostemos ou não, como no caso dos paranóicos de Jan Ehrenwald, o sistema perceptivo do organismo é hiper-perceptivo, certo, e indubitavelmente apresenta aos centros de julgamento do lóbulo frontal dados que eles não conseguem manipular, e isso é mau, porque não pode haver julgamento em tais circunstâncias, nem vida interpessoal, devido ao colapso da linguagem compartilhada - mas a hiper-percepção emana de fora do organismo; o sistema perceptivo do organismo está percebendo o que realmente está lá, mas não deveria perceber porque isso torna o processo cognitivo impossível, mesmo que as entidades percebidas sejam reais. O problema na verdade parece ser que, mais do que "ver o que não está lá", o organismo está vendo o que está lá - mas ninguém mais vê, uma vez que não existe nenhum signo semântico para representar a entidade e conseqüentemente o organismo não pode continuar um relacionamento empático com os membros de sua sociedade. E esse colapso da empatia é duplo: eles não podem empatizar o "mundo" dele, nem ele o deles.

Alucinações, doenças mentais e experiências de "consciência expandida" provocada por drogas ameaçam o organismo por causa de seus resultados sociais. É óbvio, então, o papel que a linguagem desempenha na vida humana: é o principal instrumento através do qual as visões de mundo individuais são compartilhadas, e é através desse vínculo que, para todos os intentos e propósitos, a realidade comum é construída. O que na verdade é subjetivo, torna-se objetivo - combinado. Vistas dessa forma, social e antropologicamente, não importa de onde as alucinações se originam ou mesmo até que ponto elas são acuradas - mas únicas e conseqüentemente incompartilháveis -  percepções de "níveis superiores de realidade normalmente não percebidos" nem pela própria pessoa.

Real ou irreal, originando-se do sistema perceptivo ou validamente recebido por ele devido a, dizem, algum agente químico normalmente não presente nem ativo no metabolismo cerebral, o mundo não compartilhado que nós chamamos de "alucinatório" é destrutivo: alienação, isolamento, uma sensação de que tudo se torna estranho, de coisas alteradas e distorcidas - esse é o resultado lógico, até que o indivíduo que formalmente faz parte da cultura humana se torne uma "mônada sem janelas" orgânica. Não faz diferença se suas faculdades de raciocínio permanecem intactas; não faz diferença se ele sente ou não "emoções adequadas" - os dois critérios clássicos para o diagnóstico da esquizofrenia. Parece que nada é prejudicado na verdade; diante dos dados sensoriais apresentados a ele, o indivíduo age tão bem quanto nós fazemos com os nossos, e o mesmo no que se refere a sua vida emocional - ele pode mostrar sentimentos e estados de ânimo que nós não conseguimos avaliar. Mas nós não percebemos o que ele percebe; suas emoções são quase com certeza apropriadas em relação ao que ele percebe, i. e., experiencia.

Meu sentimento, especialmente em vista das recentes descobertas de laboratório de que existe alguma conexão entre esquizofrenia e secreções da glândula supra-renal, é de que: "O homem normal não sabe que tudo é possível." Em outras palavras, a pessoa mentalmente enferma, uma hora ou outra, sabia demais. E como resultado, por assim dizer, sua cabeça explodia. Pouco conhecimento pode ser uma coisa perigosa - mas o que dizer do conhecimento excessivo? A morte, como um fator da realidade, talvez não deva ser conhecida de modo algum ou, se isso for impossível, então deve-se conhecer pouco o bastante para que se possa lidar com isso. James Stephens, em seu poema "The Whisperer" (de Insurrection, Dublin, 1912) nos informa sobre algo que eu certamente não estou feliz em saber, e espero que se possa descobrir cedo ou tarde. Ironicamente, é o próprio Deus quem sente isso:

I fashion you,
and then for weal or woe,
By business through,
I care not how ye go,
Or struggle, win or lose, nor do I want to know.

Não se deve depender de alucinações; há muitas outras formas de se transtornar a si mesmo.


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